Sobre o projeto
Da pesquisa em materiais condutores aos protótipos de sinalização marítima autônoma.
O que é o Bioē
O Bioē investiga o potencial bioeletroquímico de comunidades de bioincrustação marinha — os organismos que colonizam naturalmente superfícies submersas — quando se desenvolvem sobre diferentes substratos eletricamente condutores.
O projeto avalia parâmetros elétricos como tensão, potência e estabilidade energética ao longo da colonização, desde a fase inicial até a formação de comunidades maduras, e desenvolve sistemas eletrônicos integrados — com conversores DC–DC de baixo consumo — capazes de aproveitar essa energia.
A energia gerada é destinada a alimentar sistemas eletrônicos autônomos de sinalização marítima e monitoramento ambiental, especialmente em áreas remotas e de difícil acesso.
Uma trajetória de pesquisa
O Bioē é o resultado de uma trajetória interdisciplinar que atravessa biologia marinha, ciência de materiais, bioeletroquímica e eletrônica embarcada. Começou com o estudo de materiais condutores à base de grafite esfoliado (ERG) e evoluiu, através do projeto Obras Vivas, para explorar como a bioincrustação — uma interface biologicamente ativa — pode ser aproveitada para a geração de energia a partir de uma colonização seletiva.
Essas linhas de pesquisa convergiram em protótipos autônomos de sinalização marítima, testados em campo.
- 2015–2021Pesquisa em materiais condutores à base de ERG (grafite esfoliado), em programas colaborativos nacionais (INCT–Inomat).
- 2021–2023Estudos de campo relacionando substratos condutores e a estrutura de comunidades de bioincrustação marinha.
- 2024–2025Implementação do projeto Obras Vivas, consolidando a bioincrustação como interface biológica funcional.
- 2022–2025Desenvolvimento de geração de energia, interfaces eletrificadas e sistemas eletrônicos autônomos de baixo consumo.
- 2024–2025Construção e teste de protótipos de sinalização marítima autônoma — 1º Prêmio Mentalidade Marítima (FEBRACE 2025).
- 2025–presenteIntegração das linhas de pesquisa no Projeto Bioē, com foco em energia renovável e monitoramento marinho.
Onde acontece
A pesquisa é conduzida pelo Instituto de Biologia da Unicamp, em Campinas, com campanhas de campo em duas bases na costa do Atlântico Sul: o CEBIMar – USP, em São Sebastião, e o Instituto de Pesca, em Ubatuba.
É nesses locais de campo que as placas de teste são instaladas, monitoradas e fotografadas ao longo do tempo, acompanhando a colonização biológica sobre os diferentes substratos condutores em condições reais de mar.
Quem participa
Um grupo multidisciplinar de pesquisadores e equipe técnica, reunindo biologia marinha, ciência de materiais, eletroquímica, eletrônica e monitoramento ambiental — trabalhando de forma integrada, da concepção científica à implementação em campo.
Conhecer a equipe
Quer conhecer o projeto por completo?
Escopo completo, história, equipe e experimentos detalhados estão no site oficial do Bioē.
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